segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sonhas?
A partida sonho, é sinónimo de infantilidade, quando nos torna-mos adultos deixa-mos de sonhar porque nos torna-mos pessoas conscientes de si e do mundo que nos envolve. Mas quando é que nos tornamos adultos? Quando já somos maiores de idade?, quando começamos a ter responsabilidades pelos actos que tomamos, quando começamos a sair há noite? Nunca deixamos de ser infantis e nunca atingimos a maioria de idade, os 18 são treta, para mim nunca ninguém deixa de ser maior, estamos sempre a aprender sempre a crescer e sempre a ter mais e mais responsabilidades. Sonhamos? Bem é mais discutível quando somos pequenos passamos a vida a sonhar, a sonhar sermos princesas, sermos como as perfeitas barbies, os sonhos renovam-se porque a nossa idade já não se contenta com os sonhos que algum dia tivemos, sonhamos em termos acesso as mais luxuosas futilidades. Mas há quem simplesmente sonhe em ser livre, em ter liberdade, mas até que ponto temos nós liberdade? Somos condenados se os nossos namorados foram diferentes, somos condenados se ficarmos grávidas na adolescência, somos condenadas se andarmos nus pelas ruas, somos condenados se gritaram-mos ou fizermos barulho as 3 da manha, somos condenados por fumar-mos um charro mas que isso faça parte da nossa cultura, somos condenados pelas mais pequenas coisas e hoje as pessoas não se preocupam em perceber o que levam as pessoas a ter esse tipo de atitude preocupam-se em alimentar um boato a alimentar uma condenação, mesmo que tenham um exemplo exactamente igual nas suas casas , talvez entenda tal condenação, no nosso país ainda se pegam doenças por falar, por olhar, ainda se formam boatos por ajudar alguém que necessite, ainda não há liberdade para nos darmos com quem quer que seja mesmo que a sociedade não aceite essa pessoa. Batalha-mos todos e ao mesmo tempo condenamo-nos uns aos outros, não seria mais justo deixarmo-nos de parvoíces, deixar-mos de lutar pelo direito há igualdade quando no fundo mesmo segundos após termos defendido esses mesmos direitos se virmos algum toxicodependente na rua não lhe vamos dar a mão, ou se um ex-presidiário nos vier pedir trabalho para alimentar a família não lhe damos porque já esteve preso e cometeu um crime, as pessoas presas comentem crimes e nós? Não cometemos? Quando viramos as costas a quem precisa mais de que nós? Onde esta a solidariedade que tanto se fala? Não existe nunca existiu, existe única e simplesmente egoísmo e vontade de ser afirmado mesmo, por de trás dessas atitudes esta sempre um objectivo hipócrita. Quando me revelo não me ponho de parte e por isso, penso que ninguém me pode dizer que não é assim eu também julgava que era diferente mas afinal, parece que não, sou igual a todos, mesmo todos, por muito que nos custe admitir somos um mundo egoísta, que acredita no impossível e se safa dos pecados pagando a igreja, ou confessando, outro ponto discutível embora frágil, porque cada qual tem o direito de acreditar naquilo que lhes parece mais convincente, deus existe? Bem eu acredito que sim o que eu não acredito e que ele tenha a postura e a corpo que lhe atribuímos, acredito que o planeta não existe por acaso e que tamanhas coincidências não tenham surgido por acaso, nos próprios não surgimos por acaso, acredito que existe alguém que nos sobrepõe a nos mas não naquele deus que toma conta de toda a gente e vê quando pecamos, isso para mim seria impossível. Cada um com os seus objectivos e crenças, é importantes é que nos respeitamos.

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