segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ida a média rés!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sonhas?
A partida sonho, é sinónimo de infantilidade, quando nos torna-mos adultos deixa-mos de sonhar porque nos torna-mos pessoas conscientes de si e do mundo que nos envolve. Mas quando é que nos tornamos adultos? Quando já somos maiores de idade?, quando começamos a ter responsabilidades pelos actos que tomamos, quando começamos a sair há noite? Nunca deixamos de ser infantis e nunca atingimos a maioria de idade, os 18 são treta, para mim nunca ninguém deixa de ser maior, estamos sempre a aprender sempre a crescer e sempre a ter mais e mais responsabilidades. Sonhamos? Bem é mais discutível quando somos pequenos passamos a vida a sonhar, a sonhar sermos princesas, sermos como as perfeitas barbies, os sonhos renovam-se porque a nossa idade já não se contenta com os sonhos que algum dia tivemos, sonhamos em termos acesso as mais luxuosas futilidades. Mas há quem simplesmente sonhe em ser livre, em ter liberdade, mas até que ponto temos nós liberdade? Somos condenados se os nossos namorados foram diferentes, somos condenados se ficarmos grávidas na adolescência, somos condenadas se andarmos nus pelas ruas, somos condenados se gritaram-mos ou fizermos barulho as 3 da manha, somos condenados por fumar-mos um charro mas que isso faça parte da nossa cultura, somos condenados pelas mais pequenas coisas e hoje as pessoas não se preocupam em perceber o que levam as pessoas a ter esse tipo de atitude preocupam-se em alimentar um boato a alimentar uma condenação, mesmo que tenham um exemplo exactamente igual nas suas casas , talvez entenda tal condenação, no nosso país ainda se pegam doenças por falar, por olhar, ainda se formam boatos por ajudar alguém que necessite, ainda não há liberdade para nos darmos com quem quer que seja mesmo que a sociedade não aceite essa pessoa. Batalha-mos todos e ao mesmo tempo condenamo-nos uns aos outros, não seria mais justo deixarmo-nos de parvoíces, deixar-mos de lutar pelo direito há igualdade quando no fundo mesmo segundos após termos defendido esses mesmos direitos se virmos algum toxicodependente na rua não lhe vamos dar a mão, ou se um ex-presidiário nos vier pedir trabalho para alimentar a família não lhe damos porque já esteve preso e cometeu um crime, as pessoas presas comentem crimes e nós? Não cometemos? Quando viramos as costas a quem precisa mais de que nós? Onde esta a solidariedade que tanto se fala? Não existe nunca existiu, existe única e simplesmente egoísmo e vontade de ser afirmado mesmo, por de trás dessas atitudes esta sempre um objectivo hipócrita. Quando me revelo não me ponho de parte e por isso, penso que ninguém me pode dizer que não é assim eu também julgava que era diferente mas afinal, parece que não, sou igual a todos, mesmo todos, por muito que nos custe admitir somos um mundo egoísta, que acredita no impossível e se safa dos pecados pagando a igreja, ou confessando, outro ponto discutível embora frágil, porque cada qual tem o direito de acreditar naquilo que lhes parece mais convincente, deus existe? Bem eu acredito que sim o que eu não acredito e que ele tenha a postura e a corpo que lhe atribuímos, acredito que o planeta não existe por acaso e que tamanhas coincidências não tenham surgido por acaso, nos próprios não surgimos por acaso, acredito que existe alguém que nos sobrepõe a nos mas não naquele deus que toma conta de toda a gente e vê quando pecamos, isso para mim seria impossível. Cada um com os seus objectivos e crenças, é importantes é que nos respeitamos.
Sinto-me depressiva e cada vez me sinto com mais dificuldade de esboçar um sorriso em vez de uma lagrima, a vontade que mais tenho,e e de sair da porta e nunca mais voltar, fechou-me, nao falo, nao me pornuncio por nenhuma razao, cada vez menos o faço, cada vez menos peço, porque o medo ja é maior que a vontade, grandes sonhos, grandes sonhos, sonho de ter uma mansão sonho de ter um carro, sonho de ter esta ou outra futilidade, na verdade eu so sonho em ser feliz! E no fundo já acho que peço de mais, porque ninguem me é capaz de dar! Parece que o meu mundo, o meu ciclo desmoronou, desde que aquelas duas pessoas encessiais deixaram de fazer parte dele, hoje quando olho para trás orgulho-me de vos ter tido como amigas, na verdade ainda nao aceitei o facto de isso ter deixado de ser verdade e respeito-vos como sei que voces ja nao me respeitam! Mas sinto a falta delas sobretudo na hora em que so elas me sabiam dar a mão, e me sabiam abrir os olhos, mesmo da forma mais severa eu sabia que elas queriam o meu bem, era por elas que eu sentia que gostavam de mim, que confiavam em mim e que muitas vezes depositavam em mim as suas vontades, desde de isso deixeou de existir passou tudo a ser diferente, hoje quando tento encubrir-me em mim mesma, nao vos olhar porque isso me trás saudade.
Estou no caos dos sentimentos, sem espaço de manobra! Queria a liberdade que não tenho nem consigo alcançar, não me a dão, e eu acabao por aqui ficar dia após dias trancada não na solidão mas singularidade que ja me habituei, so penso porque nao sou como as outras, porque que me poem tantos obstaculos, acabo por perder sempre aquilo que mais gosto, com apoio porque isso parece ser sempre o melhor para os outros, ninguem para e pensa que se aprende com os erros, e por isso com medo que erre, bloqueiam-me, querem responsabilidade mas nao me dao oportunidade para mostrar, exigem-me resultados mas nao me dao bonús por isso, não sou estimada e apesar de nao me considerar uma pessoa muito afectuosa tento demonstrar que os estimo de outras formas que nao com a verbalidade ou a expressão gestual. Sinto até as vezes de uma forma cruel que nao sou amada pelas pessoas que me deviam amar, quero acreditar que isso será apenas a minha imaginaçao a falar mais alto do que a minha própria vontade, também não é pelo corte de algumas coisas, mas pelo facto de nao sentir um sentimento dessas pessoas responsaveis. Felicidade? Sou Feliz? Não sei! Acredito que sou feliz por momentos, fui feliz? Fui! Feliz quando sentia os patins nos meus pés, feliz quando me aplaudiam pela prova que tinha acabo de fazer, feliz quando sentia felicidade com as minhas atitudes, mas por incrivel que pareça nunca nunca em nenhuma destas situaçoes isso vinha das pessoas que me deviam estimar. Pergunto-me porque? Porque que nunca senti nada? Serei eu tao tao insentimental que nao sou capaz de nada? Nao presto? Secalhar não! E por isso as vezes nao tenho motivos para isso, há quem me faça acreditar que não, mas logo depois me deitam abaixo, em que é capaz de suportar tudo isso? Já perdi o entusiasmado de viver, e vivo pelo medo que tenho da forma como possa morrer, até porque tenho sonhos os poucos que me restam e que se vão disolvendo aos poucos!